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segunda-feira, 18 de maio de 2009

Vem Que Te Espero



Caminho tão só
Relembrando momentos,
que contigo vivi
O vento esparrama
A saudade que é tanta
Do amor que perdi

Se espalha no tempo
O meu desencanto...
minha desilusão
Eu fui desatento
E o descuido me trouxe
A separação

No peito me explode
Uma dor tão intensa
Ao lembrar-me de ti
Por mais que eu me esforce
Não há recompensa...
jamais te esqueci

Olha meu bem, vem agora
Quero de novo te encontrar
Eu quero sentir novamente o gosto
De acariciar o teu rosto
E de poder te beijar....

Quero toda liberdade
Que este mundo oferece
Para quem deseja sonhar
Quero a tua ingenuidade
Para matar a saudade
Que vive a me atormentar

Autora Priscila de Loureiro Coelho (Cill)

Saudade




Saudade
É ausência, é martírio
É tristeza, alegria
É a poesia de um lírio
Nos campos doces da vida...

Saudade
Terna lembrança
Desespero, agonia
Saudade
É dor que não cansa
É eterna companhia...

Saudade
Desconcerto, solidão
Saudade
Consumato de ilusão
Saudade
Balanço insistente
Permanente inspiração
Saudade
Imensa esperança
Recurso do coração!

Autora Priscila de Loureiro Coelho(Cill)

Noite



Observo-te! ... Teu campo, teu domínio
Tua grandeza, tua proporção
Causa em mim, um tal fascínio
Que me entrego à contemplação...

Um oceano negro, salpicado
Reluzindo um brilho desigual
Em cada ponto teu, que é prateado
Há uma incerteza natural

Envolve a Terra com simplicidade
Interfere no comando da razão
Negas ao mundo tua claridade
Pois teu segredo, habita a escuridão

Os astros, súditos de teu reinado
São carícias, em teu revolto manto
Inspiram mistérios velados
Que chegam a causar-me espanto...

Sugere sempre o desconhecido
Incita toda a sensibilidade
Dominas o rumo de quem foi vencido
Pela fraqueza da curiosidade...

Causa-me inquietação
Quase um medo de te conhecer
Receio tua força, tua solidão
Quando te afastas ao amanhecer ...

Céu ... Infinito ... Paraíso!
Quem sabe o que és realmente
Permaneces num ato conciso
Acolhendo este planeta incoerente ...

Meus olhos brilham ao observar-te
Porto de almas infantis!
Meu coração deseja revelar-te
O quanto na verdade, me fazes feliz.....

Priscila de Loureiro Coelho(Cill)

Explosão de Vida



Explode vida, explode
transborda em meu coração
Pois só você é que pode
Me ensinar o que é paixão

Explode vida, cativa
Riqueza de meu sentimento
Explode e improvisa
O seu próprio ensinamento

Explode vida, alegria
Que sou feliz de verdade
Explode numa poesia
Que cante a liberdade...

Explode vida, enriquece
Meus sonhos e ideais
Explode e me enlouquece
Como todos os mortais

Explode bem no meu peito
Como um vulcão muito antigo
Refaz o que foi desfeito
Neste sólido abrigo...

Explode vida, altiva
meu elo com o Criador
pois quanto mais eu for viva....
...mais vivo será meu amor!

Autora Cill