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sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Voltei



Voltei.
O silêncio é meu maior tesouro.
Fugi da ilusão dos acenos da carne.
Sorri.
Permaneço.
Vivo.
Solidário
Nas estrelas do meu amor.
Vim do lado da carne precária e vazia.
A intuição me segredou e tu vieste,
nas asas do anjo apaixonado.

Segredos se manifestaram cumplices,
e o bater das asas acordou minha alma.
Fui ver se te via no lado sombrio.
Tu não estavas lá, permaneces fiel sempre.

Tinha saudades do teu cheiro de rosas,
e das danças dos ciganos companheiros.
Vou beber o trago do vinho da comunhão
mas a flor é tua e rasga o meu peito.

A rosa cor do amor e o branco da
pureza de minha alma em ascensão.
Amo.
Acordei da letargia.
Voltei ao caminho.
O atalho não me serve jamais.
Quero-te.
Sempre a meu lado.

dez/2004

Carlos Morais

Volta a Ti



E os poemas se fazem quando a alma ri,

dizem que os poetas "sofrem" as palavras,

eles podem sorrir e amar por te sentir a Ti



Porque não podem os "poetas" versejar o amor,

sem se preocuparem com os rigores da métrica?

porque hão-de calar a Nascente do Esplendor...



Porque não denunciar os rigores do sofrimento?

Porque não amar a poesia simplesmente pelo Amor...

Eu sou um canal disponível à Energia do Momento...



O poeta sofre as palavras mas tambem as ama...

chora as emoções mas tambem as dignifica, porque...

o poeta voltou a ser criança, não esqueceu a "chama"..


Carlos Morais

Você é o Meu Encanto



O eco do teu solitário canto,
eu encontro no teu carinho,
na tua água cheia de emoção,
que mareja os teu olhos doces.

Ouve o eco da tua voz solitária,
nas profundezas de minha alma,
sente a paz que é transmitida.
pela verdade que te ilumina.

Não desistas de mim nem do cheiro
deste amor nosso incondicional,
que nasceu nas asas do anjo irmão,
que ousou tocar nosso bem querer.

Não inventes mais palavras tristes,
sente a paz que daqui vai cúmplice,
embalada nesta musica que toca,
ao som das baladas de amor celeste.

Solta a voz e dá corpo à canção,
não deixes que o desencanto a cale,
brota no meu peito a doce emoção,
permite que esta ernergia se instale.

Os véus se quebram e como é leve
o jugo da caminhada por amor,
deixa eu te amar neste meu jeito,
mesclado de comunhão e ausência.


Carlos Morais

Vaigem No Tempo

>

Na memória do tempo se perdem
fugazes trinados de amor em lençóis imaculados
espumando o amor que se fazia sem parar.
Vou escrever estes delírios que me convidam
a expressar vozes que precisam se ouvir.

O rumor dos pássaros feridos de morte
sulcando as esferas do prazer dão noticia
dos amantes entrelaçados, enroscados na sofreguidão
que dói e dá prazer, no choro e na alegria,
na festa de todos os elementos e na saudade de ambos.

Ao correr da pena sulco horizontes novos
mesmo que os conheças de outras eras,
ao correr desta emoção que dita as palavras
sou apenas um instrumento obediente e fiel.

Palavras ditas que entontecem
outras que se calam nascidas do vazio do espírito,
pois que novas palavras precisam ser inventadas
para dar corpo a uma energia nova.

Regatos de prazer, rios de murmúrios e de amplexos fortes,
mares de gratidão perpetuada pelas vidas passadas juntos.
Rigores do caminho, desvarios, penas, mas tanto amor,
tanta loucura de alma, tanta alegria por te amar,
tanto desejo.

As lágrimas parecem desventrar o coração
mas aos olhos não chegam, vidrados.
Pedaços de amor, noites e dias de saudade,
alento e desalento, corpo e espírito,
morte e renascimento.

Vestidos de tudo abraçamos os hemisférios longínquos
e semeamos o amor que cintilava nas esferas.
As estrelas sorriam e os anjos abraçados às nossas almas,
mudaram os tempos dos homens e o agora era tudo.

Viajamos no tempo.
eu te abracei, enrosquei as minhas lágrimas
no teu oásis de alento e deixei docemente
que a quietude da tua presença
sossegasse a minha saudade.

Sorris-te, me amaste como só tu era capaz.
Capaz de me fazer nascer de novo,
todo o prazer de estar vivo permanentemente,
sem estar atolado em qualquer esquina
do tempo parado.
Os corpos nus, rodeados pelas paisagens dos anjos,
não tinham um aspecto pecaminoso.
Nem Adão nem Eva se amaram como nós nos amamos
perdidos na memória da nossa saudade.
Agora desfolhando mais uma página do nosso livro
repito uma vez mais que estou á tua espera

Anjo

Carlos Morais

Viagem



Que suave aroma este que me enche do teu cheiro
Que planície de afeto nesta doce embriaguez tua
Que música perfumada sinto no afagar dos teus cabelos
Que paz esta que me envolve quando deixo o corpo meu.

Que horizontes estes que têm a saciedade do infinito
Que viagem esta que faço agora nos túneis da memória
Que abraço este! Quantas mãos neste círculo de fogo
Quantos sorrisos de alma neste estado de ser de amor total

Quantos Mestres! Quantas Lembranças! Que paraiso este!
E agora? Como deixar este silêncio? Como voltar ao corpo?
Volto...mais liberto, com mais memória do meu espírito de amor...
Reentro no corpo pesado e áspero, encaixo a viagem na terra
E fiquei mais leve, mais pleno de minha memória

Carlos Morais

Vem




Vem..

Depressa...

Quero-te!

Agora.

Depois,

até me cansar do teu cheiro,

até ser um pedaço de recordação.

até ser velho...

sem tesão.

sem saude.

sem nada...

Quero-te

Vem...

Sente minha paixão

não julgues

sente...

apenas sente

o meu grito de desejo

o meu carinho

a minha vontade de ti

Carlos Morais

Um Pedaço de Amor



Rolaram as lágrimas salgadas
nos meus olhos apaixonados
pelos Teus dedos nos meus.

Nesse dia de abril uma nova primavera
enfeitou as árvores da minha memória.
Nasceu na minha alma um novo amor
feito de encantamento e doçura
Pelo teu grito de vida.
As palavras de arrebatamento que hoje não calo
soltam as emoções por tantos desertos
do amor que não fazemos.
Ouso aqui e agora deixar que os dedos
não calem este sentir feito de amor e amargura,
de doçura e desalento, nesta lágrima
que corre em meu coração.

A tua presença aquietou tantos céus nublados
de minha alma e os teus olhos de criança
num murmurar doce acalentaram os sonhos
de um amor que não conhecia até que
do ventre de mulher um choro de criança se fez ouvir.

Os teus gemidos de dor sofrida e silenciosa
calaram as vozes da minha presença em ti,
Porque o teu caminhar penoso esconde
a bravura do teu ser, o indomável espírito
que Te alimenta não permitirá que soçobres
Em cada desafio que enfrentes a esperança
do Amor a ti próprio fará com que te encontres,
te perdoes e me perdoes.

Amar é soprar nas narinas do tempo de agora
para que se encontrem as feridas do karma
E sarem as negritudes desavindas do passado
que já passou, em cada murmurar de paz
Os ódios ancestrais do percurso
serão transmutados pelo fogo devorador
da chama Violeta e nesse dia
a borboleta caminhará livre dos escolhos
do caminho e um novo Universo se descobrirá.

Unidos num abraço maior
que todas as palavras de amor,
será perpetuado o doce encanto do perdão
e o sortilégio das almas desavindas fará
com que irmanados pela mesma chama
sejamos um só.

Carlos Morais

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Sinais de Liberdade




O corpo acende o desejo

que arde na alma carente

as bocas se abrem no beijo

e a lava escorre tão quente.

A montanha acorda de prazer

no irromper do vulcão viril...

o falo da Natureza a crescer

gemendo infinitos de Abril.



Na primavera da liberdade,

uma criança beijou a rosa,

e a pomba voou na saudade



O corvo e o infinito sinal,

os sinais que espreitam...

no trilho da lenda pessoal.



Carlos Morais

Sempre



Sempre o mesmo abraço
que nos acompanhará
para todo o sempre.


Sempre o mesmo amor
Sempre a mesma emoção
Que vem pelos túneis do tempo
nos braços do Anjo a dizer:
Meu amor...


Sempre a alma a cantar
e a poesia a fluir
Sempre o teu amor,
nosso presente
neste momento infinito
de agora...

Carlos Morais

Saudade



Amar-te mais uma vez,
sentir o teu corpo quente,
a jorrar amor e saudade
do meu incandescente..

Olhar-te silenciosamente
e navegar no teu desejo,
de mais um amplexo vida,
neste cordão umbilical..

Separados e esquecidos
os corpos e as almas
acordaram de ternura
e a vida ganhou sabor.

Um sabor a paixão amor,
que se confude na esteira
do tempo que não passou,
na memória do prazer...

Soltar os gritos de êxtase
no turbilhão das sensações
acender as velas do infinito
e aquecer a saudade tua.

Beijar-te os olhos humidos
na envolvência amorosa
e dizer-te mais uma vez
que te amo meu amor...


Carlos Morais

Sangra a Saudade



A carne da matéria esconde a riqueza do amor
Tantos prazeres mortos à nascença, não vividos.
Quanta loucura não assumida e nem vivenciada.
Quanta ternura não manifestada por calada...

Quantos orgasmos silenciados, quanta paixão...
no esgotar da carne que aprisiona o desejo,
quanto frêmito adormecido e esvaziado no peito...
A água do amor escorre na secura do prazer

Na viagem dos séculos, no acordar da memória,
a loucura do teu corpo possuído em cada grito,
a lembrança da tua sede devoradora e insaciável,
pertuba todo o meu ser e o peito sangra de saudade.

Carlos Morais

Sorrio



Eis que me deito em Ti,
nostálgico da vibração,
sedento da Poesia Tua,
viajo nos teus abraços.

Acordo as memórias
que sopram no vazio
nos lábios um sorriso
que acende o coração

Que vivam os poetas
artifices da emoção,
que ouçam os cientistas
as vozes da intuição.

Que os médiuns ousem
transmitir a voz de Deus..

Carlos Morais

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Reencontro



As palavras vão ser as minhas armas de amor,
Na inquietação que o peito sente em te perder,
Em cada mergulhar vazio do teu olhar de dor,
Sinto a imensidão fria da mágoa tua a vencer!

Então o meu olhar pousa como um passarinho,
Que quer repousar na doçura do teu bem querer,
A alma tua, se incendeia num sorriso de carinho,
E a comunhão do doce amor nosso, torna a vencer.

Carismas diferentes! Modos diversos de expressar,
A imensidão de um afecto que nos embeleza o ser,
Na mesma conjugação, comungamos o verbo Amar!

No arrancar de cada palavra, no soneto em construção,
Na verdade de cada emoção, no desbravar do caminho,
Ouço!... o murmurar de um anjo a abençoar a nossa união.

Carlos Morais

Recados do Vento



Trago recados do vento.
Missivas angelicais que não se perdem no tempo.
Asas de amor
Paz, conforto, serenidade, alento,
encanto, em cada esvoaçar da liberdade.
Bato as asas e voo
encantado pela viagem e pelo encontro.

Sorrio e deixo que o ar me embale a alma
nesta viagem que fiz para não me esquecer
das emoções terrenas
Semeio em cada ser alado que se cruza comigo
o botão de rosa que nasce
em cada coração que conhece o amor.

Sufrago a alegria, voto na paz,
e em cada dia faço companha
pela união entre todos.
Por vezes as asas doem-me,
parece que caem de mim
e que a viagem me cansa demais.

Nesse instante por vezes te encontro,
tambem cansada, por vezes entediada
por tanta incompreensão.

Certo é que te continuo a encontrar
de noite, quando meu ser se desprende
e minha alma voa feliz.
Permanente amor, sinto o teu cheiro,
a tua doçura e me embriago nos teus abraços

Sinto que não estamos sozinhos a amar-nos
que os anjos em circulo de mãos dadas sorrindo
travessos, se encantam por tanto enlevo de alma,
por tanta paixão do corpo.
Meu corpo se inunda de energia pacificadora
e renasce em cada esvoaçar de minha alma,
em cada lembrança de ti.

Carlos Morais

Recados



Ao pensar em ti, na tua doçura escrevi estes recados,
podem ser recados do ego, infantis e pueris,
mas minha intuição me diz que é a magia da simplicidade.

Aquela que ouso manifestar,aquela que por agora mereço,
nas esquinas do teu olhar, sorvo as tuas lágrimas doces.
Afago os teus cabelos, pouso um beijo nos olhos úmidos.
Celebro todo o amor que me dás, na corrente das estrelas,
renovo o amor, a cumplicidade, de saber-te feliz e livre.
minha doce irmã, cumplice em loucuras de nostalgia

Carlos Morais

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Queria Te Dizer



Algo de muito bonito acontece
nestas cartas que trocamos.
Não existe nenhuma cobrança,
nenhuma exigência nenhuma manifestação
de desagrado e a poesia dos afectos
paira sempre no ar.

A musica embala o sentir
e aproxima duas almas
que se reencontram e o
carinho se renova e cresce
com a naturalidade do sol
que desponta em cada manhã.

O anoitecer não traz tristeza,
a noite faz parte do dia,
verso e reverso na dualidade
que a vida nos mostra a cada momento
e da qual perseguimos
o elemento aglutinador,
para que os opostos se
apaguem naturalmente
e a unidade surja em todo
o seu esplendor.

A palavra acontece
e a legião do Amor
torna as palavras mais
doces mas sempre verdadeiras.
Manifestam os sentimentos
que percorrem oceanos
num retorno sempre suave,
terno e amoroso.

Aquecem os nossos corações
as energias que nos rodeiam
e até parece que tudo
é simples e fácil.

Carlos Morais

Quantas Lembranças



Que suave aroma este que me enche do teu cheiro.
Que planície de afecto nesta doce embriaguez tua.
Que musica perfumada sinto no afagar dos teus cabelos.
Que paz esta que me envolve quando deixo o corpo meu...

Que horizontes estes que tem a sede saciada do infinito...
Que viagem esta que faço agora nos tuneis da memória...
Que abraço este!Quantas mãos dadas neste circulo de fogo...
Quantos sorrisos de alma neste estado de ser amor total...

Quantos mestres! Quantas lembranças...Que paraíso este!
E agora? Como deixar este silêncio? Como voltar ao corpo?...
Volto..mais liberto, com mais memória do meu espírito amor...
Reentro no corpo pesado e áspero, encaixo a viagem na terra...
E fiquei mais leve, mais pleno da minha memória...

As almas companheiras se unem
num abraço pleno de memória.
Amores vividos, intensamente nesta viagem
que os afectos percorrem nestes túneis de infinito
onde o mar das nossas lembranças se espraia,
neste azul divino, neste amor que nos percorre
e que colhe a cor ao arco iris, pede-a emprestada
para que se tornem mais visíveis
os cheiros da nossa comunhão de almas.

Companheiras, se encontram neste espaço
em que basta um doce afago,
um silencio terno e tudo retorna mais forte
que todas as emoções que o corpo pode sentir...

E os anjos acompanham estes trinados
que cantam as almas, quais avezinhas
chirlreando o amor que se cheira nesta doce emoção
E o infinito se abre neste abraço
sentido de aquem e além mar...

(Carlos Morais)

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Pai




Pai, sei que estás aqui comigo.
Não partiste...
Não há morte para quem abraça o amor.
Dá-me um sinal...
Enxuga esta lágrima que corre
ou deixa a corrente seguir...
São lágrimas de um afecto imenso
estas que me percorrem.

Não te disse as vezes suficientes
que te amava muito,
e o meu coração precisa chorar
essas lágrimas de amor.
pai para mim és um anjo
que andou á deriva e a sofrer
pelo amor da fonte derramado
em cada sede de justiça..

Pai, dá-me um abraço
e sente todo o meu amor a gritar
que estou vivo e grato
pela tua presença em mim a florir.
Amado projenitor tu sabes
o quanto te agradeço a companhia.
Pai, não estejas triste
e prossegue no teu caminho em Amor.

Carlos Morais

Paixão Sem Freio



Corpos rolando e a carne gemendo,
o prazer efémero da paixão sem freio,
gritos de paixão, êxtase se acendendo,
o fremito do desejo e o orgasmo cheio.

O silêncio é pesado, doi a alma ausente,
e o cigarro fumado sabe a outro gemer..
as carícias roubadas e o sexo tão quente,
o reacender da brasa no fogo do prazer..

No tumulto das paixões a carne gulosa,
na gaveta da saudade oculta o meu grito,
e arremete o vulcão na caverna gostosa...

Enroscados na sofreguidão impaciente...
libertam a sede do amor que não fizeram,
fica o vazio do ser em cada eterno presente...


Carlos Morais

Palavras Aquecidas




Sinto que um fogo amoroso a invade

e passa nessa ardente inspiração

o fogo de Deus.



Sei que vai gostar de receber estas palavras

ditas apressadamente mas sempre carinhosas.

Fácil é por carinho nas palavras

quando uma imensa ternura daí vem

e proclama bem alto o que nos une

e nos incita a desbravar novos trilhos

no caminho certo do amor.



Sou infinitamente grato aos anjos

que a si me recomendaram e nos seus braços amigos

deposito todo o meu amor, um amor imenso

que os seres de amor fazem questão de colocar

aqui e ali fazendo de mim e de nós

portadores da esperança feita certeza

da felicidade absorvida em cada momento de comunhão.



Um dia foi-me dito, há muitos anos,

que eu não me iludia, nem me confundia,

não entendi essas palavras,

nem entendi muito bem porque diziam

que tinha caminhado muito nesta vida

pelo caminho da ascensão.



Sinto que essas palavras ganharam uma nova luz

para mim e por isso a si lhas dedico,

certo que vale sempre a pena viver

e amarmos o nosso irmão.

A nossa irmã...



Carlos Morais