Mostrando postagens com marcador Ernani Saraiva Viana. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Ernani Saraiva Viana. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Da Mulher Que Eu Busco



De sorrisos que preenchem a segredos compartilhados;
De vidas abertas, entregues, a toques tão ansiados;
De vontades permanentes, desejos, cheiros freneticamente aspirados
Roupas, vestidos, presenças, nuances de corpos molhados...

Da paz presente em silêncios ao som gostoso de um papo
Sobre tudo ou sobre nada, sobre presente ou passado,
Dos olhares velados, dormentes, onde pouco se é enxergado,
Ás pupilas escancaradas por onde tudo se dá por achado

Da vontade de estar perto, do zelo sempre renovado,
À certeza de sempre estar certo, de nunca sentir errado,
Mesmo quando o coração está triste, pelo outro angustiado
Ou então quando transborda, pelo amor compartilhado.

Do cansaço às dores do fim, travessias de tempestades
Da certeza de sempre ser sim, mesmo quando se é recusado,
Do espaço que preenches em mim, não mais tendo que ser ocupado
Da amizade , no tempo que assim, revelou que nada é acabado.

Autor Ernani Saraiva Viana

O Teu Vestido em Minhas Mãos



Passas...

E me pego entretido no teu caminhar,

Sorris...

E me vejo enlevado por sons e cores,

Me olhas...

Me encontro buscando teus recantos e segredos

Me tocas...

Entretenho minh´alma com visões de calafrios ansiados,

Me beijas...

Sinto cheiros, gostos e rumos que minha mente teima em não acreditar

Me amas...

Percebo na pele o sentir que provocas, que evocas, que só em ti são meio esparramar,

Te entregas...

Ouso dizer que vez em quando toda vez é muito como te sentir passar

Te recebo...

Sons d´alma, cores no olhar de quem te invade sem sequer pensar

Te repito...

Afago teus cantos, denoto teu gosto, bebo teu gostar,

Te reflito...

Almas e mentes se confundem, se umedecem

Te absorvo...

Corpos molhados de tanto desejar

Me absolvo...

Me resolvo...

De novo...

Autor Ernani Saraiva Viana

terça-feira, 19 de maio de 2009

Apelo



Não te vás...
Pois que não se iniciou ainda a dança que acasalaria
E os pactos antes traçados não se selaram tão pouco
Como também não cumpristes promessas que dantes não havias

Não te afastes...
Presenças dissimuladas perturbam antes mesmo que recuperam
Ausências negociadas e solenemente ignoradas
Pois que não se toleram quando o disfarce, à noite, caia

Não desvaneças...
Escorrendo entre os dedos dói mais que antes pareceria
Se num átimo volitilizasse tua presença, tua história
Que se tornara marcada a ferro e fogo em minha memória

Autor Ernani Saraiva Viana