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domingo, 14 de junho de 2009

A Rosa e o Sabiá



Neste canteiro sem fim, que a vida me colocou,
Era rosa solitária, sem cor e sem vontades.
Do caule o botão nasceu e brotou,
Mas não abriu de saudades.

Saudades em um botão de rosa,
Triste rosa sem esperanças.
Pois apesar de fechada em copas,
Trazia na seiva as lembranças.

Lembranças talvez de outro jardim,
Jardim, que sei ter conhecido.
Não foi sonho, vindo de mim,
Lugar que meus sentimentos,
Ficaram sempre contidos.

Sei que o dia chegará,
Para quem tanto esperou...
Reencontrar meu sabiá,
Que o destino afastou.

16/06/2005
Autora Nany Schneider

Impossível



O que na vida será impossível, senhor?
Se tiver um amor para amar...
O que pode tornar-se impossível, Senhor?
Se aquela pessoa ficar...

O que pode chamar de impossível, Senhor?
Se a alegria de um sonho viver...
Como pode achar impossível, Senhor?
Tendo amor em cada amanhecer...

Não há nada que o faça impossível, Senhor.
Pois da terra é o florescer....
Nunca diga que é impossível, Senhor...
É meu ar, da manhã ao anoitecer...

Por isso tudo não é impossível, Senhor...
Nesta vida jamais se sentir dor...
É possível que a tristeza me leve, Senhor...
Se de mim, afastar-se esse amor....

Autora Nany Schneider

Exílio



Das faltas que a falta faz,
A mais sentida...É a forçada...
Aquele arrancar repentino com apetite voraz,
Das doces presenças queridas, da paisagem, da morada.

Exílio das coisas amadas,
É como parto induzido, sem ter grito de vida.
É como o retroceder injusto da felicidade alcançada,
É como triste existência, pela morte, esquecida.

A espera... Traz a fé em Deus à mente.
Confiando em ainda ter um dia,
As portas abertas, como um presente...
A tão desejada anistia...

Autora Nany Schneider