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terça-feira, 7 de julho de 2009

Emoções Revividas



Deixo que a musica me embale o sentimento
e escrevo as minhas emoções.
Lembro do tempo em que se calavam no meu peito
as recordações da tua memória

O cavalo branco neste galope desenfreado,
transporta as doces lembranças
do calor dos corpos que se amavam
na exaltação das almas companheiras.

As estrelas que cintilavam por cima de nós
pareciam envolvidas por um brilho especial.
Não havia noite nem dia
para a paixão quente dos corpos!...
E a luz do teu corpo me dizia
que éramos um só

Em cada arremessar de paixão
o amor se fazia e sentia, outra vez,
em ondas avassaladoras de nós.
A musica dos corpos, a textura das emoções,
sob o manto diáfano do murmurar das nossas almas
faziam com que o tempo parasse uma vez mais...

Que maravilha a deste lugar encantado
pela ternura que nos preenchia
neste êxtase espiritual em que os invólucros
apenas cumpriam a parte que lhes cabia...

No teu corpo eu sinto a minha memória!
No teu sorriso eu sinto a imorredoura graça
de ser amado eternamente.

Vejo-te todos os dias no meu coração
a afagares os lugares sombrios
neste afecto que vem do País do Amor...

Agora sei o que é viver o céu na Terra...
Começo a despertar e a acolher todo os cheiros,
os secretos perfumes que pairam no ar
e que estão contudo á minha espera...
à espera de todos nós...
E a musica das esferas continua a tocar,
as cartas entrelaçadas se amam devagar,
silenciosamente...

Autor Carlos Morais

Emoções (I)



Sentimentos e emoções que escorrem
como lava ardente, ou como gotas
que nas vidraças caem
numa preguiça gostosa.
Diferentes estados
de ser e acontecer,
mas sempre a ternura gostosa
de estar atento e desperto
para estas coisas simples.

Coisa melhor não pode haver
para que nos demos conta
do amor do Universo por
nós em cada momento.

No fogo e na àgua, na Terra
e no ar transpira e irradia
a semente divina.
Mesmo que digam em voz baixa
ou em surdina que somos loucos
por delírios desta natureza,
não nos esqueçamos
que tomos fazemos parte
desta unidade em diferentes momentos.

Lembrei do seu carinho
e aqui estou embalado nessa doçura
que nos comove a alma.
Levo a mão direita ao peito
e sinto o seu rosto a adormecer
numa quietude suave e pacifica.
Corro os dedos pelos seus cabelos
e deixo-me embalar nos seus olhos
rasgados de carícias.

Ouço neste momento de agora
a musica de duas almas numa só...
Sinto a poesia vibrar
e as palavras ganham a força devida,
para que no teu momento de agora
as recebas em suaves trinados
de alegria infantil e de comunhão.
Silenciosamente te amo...

Autor Carlos Morais