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quinta-feira, 1 de outubro de 2009

No Álbum de J.C.M.



Nestas folhas perfumadas
Pelas rosas desfolhadas
Desses cantos de amizade,
Permite que venha agora
Quem longe da pátria chora
Bem triste gravar: – saudade!

Casimiro de Abreu

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Saudade



Amar-te mais uma vez,
sentir o teu corpo quente,
a jorrar amor e saudade
do meu incandescente..

Olhar-te silenciosamente
e navegar no teu desejo,
de mais um amplexo vida,
neste cordão umbilical..

Separados e esquecidos
os corpos e as almas
acordaram de ternura
e a vida ganhou sabor.

Um sabor a paixão amor,
que se confude na esteira
do tempo que não passou,
na memória do prazer...

Soltar os gritos de êxtase
no turbilhão das sensações
acender as velas do infinito
e aquecer a saudade tua.

Beijar-te os olhos humidos
na envolvência amorosa
e dizer-te mais uma vez
que te amo meu amor...


Carlos Morais

Sangra a Saudade



A carne da matéria esconde a riqueza do amor
Tantos prazeres mortos à nascença, não vividos.
Quanta loucura não assumida e nem vivenciada.
Quanta ternura não manifestada por calada...

Quantos orgasmos silenciados, quanta paixão...
no esgotar da carne que aprisiona o desejo,
quanto frêmito adormecido e esvaziado no peito...
A água do amor escorre na secura do prazer

Na viagem dos séculos, no acordar da memória,
a loucura do teu corpo possuído em cada grito,
a lembrança da tua sede devoradora e insaciável,
pertuba todo o meu ser e o peito sangra de saudade.

Carlos Morais

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Pedaços de Saudade




Fragmentos do teu cheiro,

saudades do teu sabor...

Rios de desejo nascidos

na doçura do teu olhar,

sequioso do toque da pele,

que queima a nossa saudade.




Murmúrios, amplexos, vibrações,

sorrisos doces que calam

qualquer palavra,na sedutora

cumplicidade de nosso amor,

nossas almas saciadas

se entrelaçam em rituais de magia...


Carlos Morais

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Novas Saudades




Novas de ti quero saber!
Sentir a tua presença nas palavras
e a energia correndo nas veias da alma.

Reconhecer a tua alegria
por permaneceres fiel e atenta aos desígnios
que o Criador do amor tem para ti.

Apalpar o teu cheiro
e afagar a tua memória
que pujante se ergue nestas linhas de vida
num sentimento maior que todas as palavras.

Pincelar uma tela imensa
e sentir as tuas mãos
no mesmo quadro de amor.
No percorrer da nudez de tua alma
repousar na carícia de um beijo
teu doce na minha.

Amar e sorrir, adormecer e acordar,
viver disfrutando os diversos espaços
e os diferentes tempos
e agradecer a carne e o espírito

Abraçar-te apenas
Olhar-te
Sentir-te
Tocar-te
Saber que estás aì
Aqui
Sempre

Carlos Morais

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Lagrima de Saudade



Leio, sinto, viajo nas tuas poesias
e em algum lugar no teu coração repouso,
peço o colo teu e suavemente me embalas,
na magia do sonho de amor
ao acariciares os meus cabelos,
respiro a comunhão do teu silêncio cúmplice
e navegamos no mar das emoções em tumulto.

Em surdina falo contigo, mas os meus lábios
não soltam qualquer palavra.
A alma entrelaçada à tua só precisa sentir
a cumplicidade de um amor
que o tempo dos homens não consegue contar.

Os teus olhos e os meus
se encontram e falam brilhando.
Os corações batem em uníssono
e mesmo quando a pele nos embriaga
e a sede da carne desejosa nos leva ao êxtase
jamais nos esquecemos que somos espírito.

Percorro o teu corpo e as ondas de paixão
que me aquecem o desejo de mergulhar contigo
no buraco negro do vazio, trazem à memória
todas as vezes que fomos um só
e uma lágrima rola teimosa...

Autor Carlos Morais

Laços de Saudade



Na loucura de amar construo
a solidão de poeta e rumo à saudade.
Não sei encontrar a inspiração
oculta em cada emoção que cavalga
rumo à expressão deste sentimento
feito de liberdade e verdade.

Em total lucidez sinto o amor
que percorre o meu corpo
e penetra nas entranhas da alma
Amor feito de ternura,
amarrado com laços de saudade,
Quero falar, não consigo
então calo...
apenas sinto

No paradoxo aparente entre a carne
e o espìrito solto gritos de amor
e o cavalo branco a galope desenfreado
procura montanhas de prazer.

Silencio os murmurios
do prazer que encontro
nas esquinas dos teus versos
sinto o extase que em rios de arrepios
faz voar minha alma para abraçar a tua.

Amar o teu fogo
namorando a minha saudade
vestida do teu corpo.
Colher e semear em cada palavra
a sede que tenho de me embriagar
em tua alma e sentir a sofreguidão
da minha possuindo a vacuidade.

Soltar urros de carne a gemer
o que as palavras não conseguem dizer,
sentir os olhos turvados
por lágrimas de amor neste rio
que se alimenta da tua voz e do teu cheiro,
da tua carne soprando o espírito extasiado.

Rir e chorar, calar e expressar,
silenciar e extasiar em cada palavra
alimentada em cada emoção neste frenesim
em que respiro a sofreguidão.
Folhear as páginas do nosso amor
e editar novas fogueiras de paixão
em cada murmurio de saudade,
sentir o teu corpo abraçado à tua alma.
Amá-lo
Outra vez
Meu amor
Minha saudade
Neste vazio de ti

Autor Carlos Morais

domingo, 5 de julho de 2009

Carne e Espírito




Que sede de ti...

da tua água...

a nossa fonte...

onde saciamos

O corpo e a alma,

a vida desigual,

neste rio azul

cheio de amor,

onde a serenata

das ondas espumam...

o amor na praia...

O descanso em silencio

depois do amor a jorrar,

A paz do prazer...

O olhar fundo e completo,

dois farois na lua madrinha,

na imperfeição da carne

o amor entusiasma a alma.

A senda incompleta...

e o desejo a queimar

os silêncios do vazio....

Autor Carlos Morais

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Saudade no Tempo Espaço



Se eu soubesse fazer contas
na medida do amor,
no tamanho da saudade,
diria que a distância não existe,
que não há espaço ou tempo no mundo,
a ponto de separar os nossos corações
e as nossas lembranças.

Haverá sempre um grato colorido
do infinito carinho das horas alegres,
da força gostosa do sorriso constantes
com a doçura dos beijos,
o calor dos abraços,
a ternura inefável do contato de peles,
tudo um lindo sonho de gente feliz!

Autor Wanderlino Arruda

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Saudade



A saudade é uma coisa que perdura,
e a gente , com o sentí-la, se acostuma.
É verdade que dói e que se a atura
na esperança que a dor um dia suma.

Basta pensar num tempo que resuma
um amor que foi bom ou foi loucura,
e ei-la de volta a nós, uma por uma,
lembranças de ódio puro ou de ternura.

Não poderia ser de outra maneira:
nem sempre a vida é aquilo que se tece
nem se pode torná-la o que se queira.

Por isso é que a saudade permanece,
doendo dentro do peito a vida inteira
de uma forma que a gente nunca esquece.

dez/2005

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Beijo de Saudade



Rendo-me à mulher romântica que és.
Os lábios como flores de carinho.
A voz de acalanto,
donde afloram eflúvios de mel.

O seio quente,
acolhedor e franco,
de onde emergem um suspiro
e um convite para o descanso.

Vê...
o viandante não passa desapercebido...
Sabe onde mora o amor.
Sente do teu colo os olores
que suscitam a embriaguez dos afetos,
premidos por laços de extremada ternura.

E,... navegante,
cansado das refregas, inclina-se a investir
sobre as altas vagas dos teus seios,
brandindo o seu grito infame e surpreso;...
perdido entre os mamilos serenados, quais rochedos
que riem sobranceiros dos seus desejos.

Apequeno-me...
Vejo-te gigantesca,
as coxas alteadas, imensas...
Acutila-me a visão fantástica...

Vôo, qual condor,
por sobre o teu corpo majestoso,
para depositar-lhe nos lábios
um beijo de saudade.

Autor Valdez

sábado, 6 de junho de 2009

No Embalo do Vento



Não desprezes a saudade que te habita;
Se há saudade é porque há uma história
Que se move, que te envolve e que se agita
Soberana, solitária... merencória.

Tua dor sempre se cura nas lembranças
De um tempo doce do teu coração
De aventuras, de desejos... de esperanças,
De amores, fantasias... sedução.

O passado te convida, não te esquives !
Fecha os olhos, deixa o sonho te embalar
O amor é o teu legado, não te prives

Desse tempo solitário de sonhar
Porque toda fantasia que revives
Há de ser um vento manso... a te levar.

Autor Copyright
Luiz Poeta ( sbacem - rj )
- Luiz Gilberto de Barros

terça-feira, 19 de maio de 2009

Saudade



O que fazer com essa saudade?
Intensa, forte, persistente...
Que não se importa com o que me provoca!
São anseios, medos, dor calada,
que maltrata, machuca!
Os dias se tornam longos,
as horas intermináveis...

Onde está você?
Apareça!
Quero seu karinho,
seu beijo,
seu abraço apertado...

Onde está você?
Volte!
Quero enroscar-me em seu corpo,
roçar em seus lábios,
aquecer-me em seu calor...

Onde está você?
Venha!
Quero que você me toque,
me tenha,
me sinta...

Onde está você?
Apareça já!
Volte correndo,
venha pra mim!

Autora Elaine

Meu Amor




Quanta saudade me traz essa música...
Saudade insuportável!
De não saber por onde anda o meu amor...

Quem me dera ele pudesse ouvi-la,
sentindo a mesma saudade,
a mesma vontade que tenho
de estar bem junto a ele...
seria lindo se isso acontecesse...

Poderíamos nos amar novamente,
trocar novas juras de amor,
como antigamente...
Sermos felizes então,
alegrando meu coração...

Estou só a te esperar,
mesmo sem saber se vais voltar...
Até quando meu amor?
Por favor ligue seu som,
ouça nossa música,
sinta saudade...

Volte pra mim meu amor...
Pois, em ti depositei o meu amor...
E só ao teu lado serei feliz...
Prometo que em nossa vida,
não haverá mais saudade,
só terá lugar pra felicidade.

Autora Edna Liany Carreon

A Dor Maior




Existem várias dores.
Machucar.
Bater.
Morrer.
Mas a saudade - é a dor maior!

E, mais dolorida ainda,
É a saudade de quem se ama!
Da pele.
Do cheiro.
Do beijo.
Da presença.
Da ausência.

Quando o amor acaba,
Pra quem fica amando,
Sobra a saudade!

Saudade de não saber.
De não saber o que ocorre
Com quem se ama.

Saudade de não saber.
Não saber o que se fazer
Com os dias longos que sobram!

É enterrar o pensamento
Em coisas vãs.
Saudade é chorar ou sorrir
Numa musica.
Saudade é o silêncio
Da ausência.
É não saber.
É querer saber.

Saudade......é o sempre doer!

Autora Delasnieve Daspet

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Vem Que Te Espero



Caminho tão só
Relembrando momentos,
que contigo vivi
O vento esparrama
A saudade que é tanta
Do amor que perdi

Se espalha no tempo
O meu desencanto...
minha desilusão
Eu fui desatento
E o descuido me trouxe
A separação

No peito me explode
Uma dor tão intensa
Ao lembrar-me de ti
Por mais que eu me esforce
Não há recompensa...
jamais te esqueci

Olha meu bem, vem agora
Quero de novo te encontrar
Eu quero sentir novamente o gosto
De acariciar o teu rosto
E de poder te beijar....

Quero toda liberdade
Que este mundo oferece
Para quem deseja sonhar
Quero a tua ingenuidade
Para matar a saudade
Que vive a me atormentar

Autora Priscila de Loureiro Coelho (Cill)

Saudade




Saudade
É ausência, é martírio
É tristeza, alegria
É a poesia de um lírio
Nos campos doces da vida...

Saudade
Terna lembrança
Desespero, agonia
Saudade
É dor que não cansa
É eterna companhia...

Saudade
Desconcerto, solidão
Saudade
Consumato de ilusão
Saudade
Balanço insistente
Permanente inspiração
Saudade
Imensa esperança
Recurso do coração!

Autora Priscila de Loureiro Coelho(Cill)

Saudade



Saudade é só o que resta,

quando sozinhos vivemos.

quando sozinhos

ficamos...



Saudade é doce recordação

que acompanha os dias

que arrastamos - vivendo.



Mais se não fosse a saudade,

com certeza não teria

vivido intensamente,

amado profundamente,

plantado flores

e colhido

aromas inesquecíveis.



Se não fosse a saudade

com certeza não vivia,

sem as lembranças queridas

que trago profundamente

guardadas

nesse coração

que vive só.

Autora Cleidiner Ventura_ Anjo

domingo, 17 de maio de 2009

Amor Celebração



As gotas de luz penetram o meu ser
num abraço envolvente e puro.
Trazem recados de minha alma
e no ar leve voam em alegria as pombas da paz.
Dando-se as mãos envolvem todos
os que voltaram só por amor.

Uma imensa abóboda se ergue
unida pelas asas dos anjos
que voltaram e abraçaram as pombas.

Um imenso circulo se começa a formar,
as espirais vão nascendo devagar
e o sopro do divino aquece
os corações mais duvidosos.
O medo do desconhecido, do salto na viagem,
o ir para além do horizonte terreno
afugentou muitos corpos receosos de tamanha luz.

Ele, o Pai, a todos celebrou
e espera que um dia se reunam
ao rebanho dos escolhidos de agora.

Os sorrisos não nascem do corpo,
brotam do espírito que despertou
da senda terrena e amorosamente retorna.

Amar cada passo, cada sobressalto
que move o corpo numa sacudidela frenética,
permanecer atento aos sinais
sabendo que o Eu Maior tudo conhece,
deixar acontecer, saborear todos os elementos.

O meu corpo e minha alma navegam juntos,
eles se pertencem, se amam, se completam,
nesta fugaz passagem em que o espírito permanece.

Aqui e agora permanece a minha ternura,
descobri mais uma vez que Deus
me colocou em suas mãos, me deu o seu amor
para que sejas sempre o meu porto de abrigo.

Para que eu descanse minha cabeça no teu colo,
que as tuas mãos me afaguem
e sem palavras possamos ser um só.

Uma mãe e um filho num abraço silencioso de palavras.
Jamais te tinha visto assim,
nesse terno afago que minha alma precisa
para continuar a jornada do corpo.
Sorvo a vida em golfadas de prazer
de todas as sensações,
mas só o sopro do espírito me descansa.
Descanso nos teus braços amorosos e doces,
celebro a amiga, a cumplice de mil louras de amor.

Que saudades de ti...

Amo-te

Autor Carlos Morais

sábado, 16 de maio de 2009

Carta de Saudade



Amor meu,

Meu coração já está apertadinho de saudades de ti.
É certo que estarás sempre comigo, em minha alma, em meu pensamento.
Em cada paisagem verei nós dois, ao olhar o mar vislumbrar-te-ei além dele,
nas dunas, nos rochedos, em toda parte. Sei que tua alma bela produzirá
muita poesia e teu ser estará pleno de amor em versos e eu estarei em ti
em cada letra que criará asas pelas tuas mãos.
Muita poesia nascerá também de minha alma... poesias de saudades,
de contemplação, do acalento que sentirei de nós dois.

Amar-te-ei todas as noites em pensamento,
lembrando do teu rosto sereno, homem, menino,
teu olhar desvendador de mistérios, mas acima de tudo
teu imenso amor que transborda em desejo e paz.

As músicas que ouvirei serão o teu canto meu, como os bem-te-vis
que anunciam o bem existente em cada ser da natureza.
Levarei comigo tuas palavras, ternas e envolventes,
nossas brincadeiras ao anoitecer que nos comprova
que a alegria vem das coisas simples e do deixar-se
seduzir pela magia como as crianças.

Fecho os olhos e vejo teu sorriso que sei nascer pra mim,
daquele amor imenso que te faz explodir de emoção e dor.
Estarei em tua janela, no sol da manhã, no frio do entardecer,
nas estrelas que te espiam, na lua que nascerá só para nós.

E enquanto pintas o imensurável sentir com tuas pétalas do alfabeto,
eu voarei por entre o perfume da tua poesia, nos braços da tua fome,
no amor das velas acesas, que iluminam nosso cenário de sereno deleite,
transformando os segundos em eternidades.

Tua, sempre tua borboleta-mulher, mulher-borboleta.

Autora Paula Caumo