sábado, 6 de junho de 2009

Sua Ausência



Desfolho meus dias...
como folhas de um velho calendário
cai a tarde outonal,
com seu cor laranja de fogo,
mesclam-se nos morros matizando a paisagem...
olho impávido passar a vida por um amarelado cerco
Escuto a água que corre pelo rio
com matiz prata e ouro,
no ar há cheiro a ervas,
sigo imóvel, olho passar a vida...
Ainda perduram em mim
as mil e umas palavras que sairam
fugitivas de sua boca...
mas cai a tarde e sigo imóvel...

Quero sair, caminhar, pular, cantar...
mas não posso é culpo o amor
que você me ensinou,
as palavras de um Benedetti
ou um Borges ou de Lorca
apenas me falavam de amor...

Estou assim pelo amor que você me ensinou
amor que me deu e acabou...
Saboreio as mais doces palavras
que você me dedicou
São apenas lembranças
e olho como caminha o tempo...
e não posso reagir, minha alma,
meu coração foi contigo
Você levou a minha vida...



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EXTRAÑANDOTE

Deshojo mis días...
como hojas de un viejo calendario
Cae la tarde otoñal,
con su color naranja de fuego,
se estrella en los cerros matizando el paisaje
Miro impávido pasar la vida por un amarillento cerco...
Escucho el agua que corre por el río
con tintes plata y oro,
En el aire hay olor a hierbas,
sigo inmóvil, miro pasar la vida...

Autor Marcelo Romano

Aun perduran en mí
las mil y un palabras que salieran
fugitivas de tu boca...
Pero cae la tarde y sigo inmóvil...
Quiero salir, caminar, saltar, cantar
mas no puedo
Es culpable el amor que me enseñaste
Las palabras de un Benedetti
o un Borges o de Lorca
Solo me hablabas de amor

Estoy así por el amor que me enseñaste
Amor que me diste y quitaste
Saboreo las más dulces palabras que me dieras
Son solo recuerdos
y miro como camina el tiempo
y no reacciono, mi alma,
mi corazón se fue...
te llevaste mi vida...

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