segunda-feira, 25 de maio de 2009

Enfim...Sonhar-te



Chegar a casa e desejar-te,
Embriagado pelo teu cheiro,
E só poder, enfim, sonhar-te ?
Com o que isso tem de verdadeiro ?,

Tendo apenas uma pequeníssima parte
De um todo que se quer inteiro,
Torna-se tão mais difícil arte,
Quanto mais longe o teu cheiro.

Mas se a memória se sujeita
Ao dolo da vontade intransigente,
Se se obriga e nela aceita,

A imagem distante e verdadeira,
Terá no esforço aparente,
A sua reconciliação derradeira.

Autor Jorge Humberto

Nenhum comentário: