domingo, 14 de junho de 2009

A Rosa e o Sabiá



Neste canteiro sem fim, que a vida me colocou,
Era rosa solitária, sem cor e sem vontades.
Do caule o botão nasceu e brotou,
Mas não abriu de saudades.

Saudades em um botão de rosa,
Triste rosa sem esperanças.
Pois apesar de fechada em copas,
Trazia na seiva as lembranças.

Lembranças talvez de outro jardim,
Jardim, que sei ter conhecido.
Não foi sonho, vindo de mim,
Lugar que meus sentimentos,
Ficaram sempre contidos.

Sei que o dia chegará,
Para quem tanto esperou...
Reencontrar meu sabiá,
Que o destino afastou.

16/06/2005
Autora Nany Schneider

Um comentário:

Kiro Menezes disse...

Encantador desabrochar essa rosa de saudades!!!

Vim roubar-lhe esta flor, não consegui... Deixei aqui meu coração, enternecido em saudade!

Parabens ♥